Fátima foi estafante. Engraçado, mas estafante.
O autocarro não partiu às 8h da manhã, mas partiu meia-hora mais tarde, e chegámos a Fátima 2h depois. Eu aproveitei e dormi um bocadinho, porque na noite anterior me tinha deitado por volta das 3h da manhã. Tive a ler, não me censurem. Lá da paróquia foi eu, a Liliana, o João Pedro, a Rita, a Inês, a catequista Fernanda, a Irmã Inês, a Irmã Fátinha, entre outros, e se eu não conhecia muito bem esta gente (só os conhecia dos cânticos de Taizé, grupo do qual eu também faço parte), passei a conhecer. O Gaspar não chegou a ir. Tinha chegado muito tarde a casa da Figueira na noite anterior, e tinha adormecido. Pena. Quando chegámos a Fátima, eu e a Liliana encontramos algumas pessoas dos outros encontros de jovens, mais precisamente em Aveiro, e metemos todos a conversa em dia. Estavam lá o Frei Carlos, a Irmã Alzira e mais 3 Irmãs lá do pequeno Convento (não tenho bem a certeza se o local onde ficámos era um Convento, enfim...). O encontro começou com alguma oração, acompanhada de umas dinâmicazinhas que nunca faltam neste pequenos eventos "juvenis". Uma das Irmãs que eu não conhecia estava a olhar para mim fazia já algum tempo e, a dada altura, não é que ela se levante, vem ter comigo e me pergunta "É a sobrinha do Frei Francisco, não é?". Boa. Até em Fátima sabem quem eu sou. Não posso mesmo estar à vontade em sítio algum. Na paróquia eu até percebo, pois conhecem-me desde que que nasci. Agora, em Fátima? Já o ano passado foi a mesma história no encontro de Aveiro, e há 2 anos na preparação para o Crisma, curiosamente, também em Fátima. a manhã passou, levámos todos almoço partilhado, e depois foram dinâmicas criadas pelos vários grupos. A do meu grupinho foi cantar, para variar. Ficámos nos joguinhos até às 16h30, e depois fomos para a zona do Santuário, onde, para variar outra vez, me perdi. Lá telefonei à Irmã Inês, e ela bem me tentou orientar mas desistiu e veio buscar-me à zona das velas. Fomos para as camionetas, e seguimos viagem para um raio de um sítio chamado Castanheira de Pêra. Tinhamos de lá ir levar o grupo do Bairro 6 de Maio. O que eu sei é que o motorista até se perdeu. Demorámos 2h a chegar ao destinho, deixámos o grupo, e rumámos a Lisboa. O resto da história foi que a viagem foi passada a ouvir músicas do Batatoon porque era a cassete que o motorista tinha, e a ouvir o relato do espectáculo das 7 Maravilhas. Eram 23h quando chegámos a Lisboa. Lar, doce lar. Eu até tinha bolhas nos pés de andar de camioneta...Tão cedo não me meto numa.
Domingo não fiz nada.
Segunda nada fiz.
Terça-feira fui à escola para me inscrever nos exames, e a confusão foi tanta que até pus a Directora num stress autêntico, porque eu tinha exames sobrepostos. Vou fazer 4 exames: vou repetir o de GD porque acho que consigo melhor (tive 11 pessoal! nada mal, para quem pensava que ia ter 3 ou 4...), vou fazer o nacional de Filosofia (porque dájeito, visto não fazer a mínima do que quero seguir) e vou fazer testes para melhorar as minhas notas de Filosofia e Inglês (acabei Filosofia com 10 è rasquinha, e com 16 a Inglês). Nesta 2ª fase, não há nenhum exame que seja obrigatório. É tudo voluntário e para melhoria, porque tentar não custa. Quando entreguei as inscrições, veio a conta: €27! Ao que parece, quando é para melhoria, cada exame custa-nos €8. É um roubo, é o que é. Se formos a somar ao que tive de pagar pelos impressos, ao todo paguei quase €35! Aproveitei e levei os impressos para inscrição no 12º ano.
Hoje. Quarta-feira. Fui ao metro do Jardim Zoológico, meti-me naquelas máquinas que tiram fotografias, paguei €4 e tentei fazer a minha melhor cara. Quer dizer, é uma forma de expressão. A foto não ficou boa, mas também não ficou má. Servia. Fui para a escola, vi a sala onde tinha de me inscrever, e lá me dirigi. Encontrei a minha directora de turma. Ela é muita querida, só que um bocadinho "ché-ché" da cabeça. Tem problemas mentais, apesar dos nossos professores nos dizerem que ela é das melhores professoras de Desenho que conhecem. Foi ela que me foi justificando as faltas de atraso que eu tinha injustificadas, para eu não chumbar às disciplinas. Amorosa. Mas como directora de turma, não sei se serve. Pelo menos este ano não serviu. Ela confidenciou-me hoje que, no próximo ano lectivo, vai ser nossa professora de Desenho outra vez, e vai ser nossa professora de Área do Projecto, disciplina que estou deveras curiosa por experimentar. Cruzei-me com a Vanessa, Manel, Ricardo, Duarte, Ritinha e, embora só de soslaio, o André "Schoné". Vi-o ontem lá na escola, e até combinámos mais ou menos entre aspas encontrarmo-nos hoje. Eu é que não liguei muito. Posso dizer que estava um bocadinho-inho assustada, num sentido que não é prejudicial, com umas mensagens que trocámos ontem, numa das quais em que ele sugeria irmos hoje de manhã ao Corte Inglés pôr "a conversa em dia lol". Recusei, e disse que tinha que estudar. Quer dizer, também não percebo porque me sentia daquela maneira. Fui eu que começei com o "pôr a conversa em dia" mas no bom sentido, num sentido de não ver um ano, de me ter cruzado com ele, e de querer saber como é que ele está. se passou o ano, etc....Nada de mais. E depois ainda tem a lata de me mandar uma mensagem a dizer que me tinha visto na escola. Se ele quisesse mesmo pôr a conversa em dia, não viria falar comigo? Digo eu. Whatever.
O que eu sei é que tenho exame nacional de Filosofia amanhã de manhã, e que não sei de nada. Ou melhor. "Só sei que nada sei.". Quem disse, quem disse? Deixou-vos com este enigma nada (muito) fácil.
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