Monday, July 02, 2007

Nervos em franja

I was to write this blog in english, mas o António encorajou-me, vá, sugeriu-me escrever em português, porque eu tenho sido muito prequiçosa ao longo deste ano que passou, no qual apenas consegui escrever um post. Como me hei-de desculpar? Muito que estudar, muitas actividades extra-curriculares...não foi falta de vontade, isso posso-vos garantir, pois tenho tanto para contar e tão pouco tempo para o fazer. Prometo que, de hoje em diante, tentarei ser mais assídua, e prometo, também, contar a pouco e pouco as minhas "aventuras" (não sei se chegam a tanto).
Hoje tive aula de violino e, como de costume, cheguei atrasada. Até fui de táxi, mas a porcaria de táxistas que por aí anda faz-se de inocentes, dizem que não sabiam que havia um caminho mais curto (e barato,) e depois quem paga somos nós. O maldito levou-me praticamente €5... Lá cheguei à escola alemã, tive a dita cuja aula, que se prolongou até às 11h30, e apanhei o metro em telheiras. Deixei-me ir na linha verde até à baixa-chiado, e mudei para a linha azul. Enquanto esperava que chegasse o meu transporte, os nervos começaram a vir ao de cima, como já é habitual neste últimos 2 anos quando me encontro na estação de metro da baixa. A ânsia é tanta, e o medo também, aquele nervoso miudinho irritante de encontrar o Fidalgo...é tanto que faço cara de má e fico rija, faço ar de imponente, sei lá...Só de pensar que talvez me vá esbarrar com ele no concerto de violino logo à noite, dá-me a vontade de nem se quer ir. (nervoso)2 é do piorio. Quase que aposto que, se ele lá estiver, vou começar a tremer por todos os lados e enganar-me em toda a música como aconteceu o ano passado. E ele não estava lá dessa vez.
Bem, continuando. O meu metro chegou, arranjámos lugar, eu e o meu violino, saquei da minha mala o "Picture Of Dorian Grey" e pus-me a ler. Bastante interessante o livro. Obrigada Tiago. Estava a ler e, quando o metro chegou à paragem da avenida, entraram o Hermes e um colega da minha turma de TIC. Bem...não estava nada à espera. Deus (sim, Deus, sou católica) prega-me cada partida nas alturas mais inesperadas, como se fosse um jogo, e olhem que já andamos a jogar à algum tempo. Eu bem que tenho andado a ter uns sonhos com o Hermes mas, quer dizer, nada de mais. Não é que ele seja "todo bom", porque não é, mas é super simpático comigo, gosta das mesmas coisas que eu, etc etc The thing is: não me importava NADA de ter uma coisinha com ele. Nada mesmo, e ele, se calhar, também me parece inclinado para o mesmo, mas tenho medo que ele esteja só a ser educado. Às vezes dá-me para ser tímida, outras exactamente o contrário.
Não sei bem como é que fiz com o Diogo, I mean, I liked the guy, and I really wanted to kiss him that night but I wasn't really sure if I loved him. Foi uma coisa repentina, foi o que senti na altura. Naquele festival da canção lá da paróquia, ele estava a tratar do som e eu estava a fazer-lhe companhia, e deu-me assim uma vontade de o beijar, mas pronto, o raio da timidez...nem sei como tive coragem para fazer o que fiz a seguir...peguei numa rifa que me tinham oferecido naquela noite, escrevi aí "Beija-me", dei-lhe para a mão e apressei o passo para sair do anfiteatro, Só me passava pela cabeça que ele nunca mais ia falar comigo, o que ia recusar, e a nossa amizade ficaria estranhíssima durante muito tempo, não sei. A sensação de espera foi terrível. Entretanto o festival acabou e ele teve que ir arrumar as coisas do som, mas quando acabou veio ter comigo. Eue perguntei-lhe se tinha ganho alguma coisa na rifa (soft move, não é?), e ele disse que não sabia, mas que achava que sim, e começou a frase "E nunca..." e eu interrompi-o, dizendo "Experimenta.". O Diogo aproximou-se, eu aproximou-me, e Bum! eu nem queria acreditar que ele estava mesmo a beijar-me, inclusivé abri os olhos pelo meio para ver se era verdade. O que eu sei é que dois meses depois ja estavamos a namorar, mas foi tudo muito emcima de tudo. O que eu quero dizer é que estávamos no 3º período, os estudos começam a ficar insopurtaveis e adicionando o facto de sermos os dois tímidos, a coisa não ia a lado nenhum. Vimo-nos umas 4 vezes, depois veio o verão, o meu pai veio cá passar as férias comigo(as aventuras das ferias vou ter que deixar para outro dia) e, básicamente, não estivemos juntos o verão, todo e só nos voltámos a ver em Janeiro já de 2007, onde falámos e concordámos que deviamos dar um tempo (que é como dizer que acabámos). Resumindo e concluído: eu acho que os culpados não somos nós totalmente. Acho que, na altura, estávamos mais preocupados com a escola e assim, do que propriamente em dar mais valor e eimportância a uma relação que pode ser adiada para um futuro próximo. Sim, ainda penso que vamos reatar, e que até vai resultar durante algum tempo, mas pouco.
Quanto ao Hermes, acho que não devo ser convencida, tenho de dar tempo ao tempo e agora, como começou o verão, vai ser a pior altura para começar. Um vai de feérias para um sitio, outro para outro sitio. Dispersamo-nos.
E bem, já são 17h30 e tenho de me ir arranjar para o concerto de logo à noite. O concerto é só às 19h00, e então EU só devo tocar lá para as 20h00 porque sou a penúltima logo atrás da Marta Nogueira, mas como eu ainda tenho de ir de metro para lá, e ainda quero estudar e preparar-me psicológicamente para o que, eventualmente, irá acontecer: encontro deveras embaraçoso com o Fidalgo (isso também há-de ser outra história para contar o mais rapidamente possível, provavelmente no meu proximo post). Depois conto como correu.

No comments: